IT Green | Inovação e Sustentabilidade

Sete requisitos para colocar o Desenvolvimento Orientado pelo Transporte Sustentável em prática

  • Compartilhar:

 

Após viverem décadas de desenvolvimento e ocupação urbana orientados pelo carro, algumas cidades estão buscando alternativas para um futuro mais sustentável e inclusivo. Segundo especialistas em mobilidade de todo o mundo, a chave para esta grande mudança está na integração entre ocupação eficiente do solo e transportes sustentáveis.

 

Essa união de elementos em prol de cidades mais humanas e produtivas já tem nome e diretrizes pré-estabelecidas. Trata-se do Desenvolvimento Urbano Orientado pelo Transporte Sustentável (DOTS), que defende bairros compactos com alta eficiência no que diz respeito a atividades comerciais, serviços e lazer, para que seus habitantes não precisem fazer grandes deslocamentos diários pela cidade. Além disso, o modelo também prevê espaços públicos dinâmicos, com foco na interação entre as pessoas.

 

O DOTS tem por objetivo central formar comunidades conhecidas como “três Cs”: compactas, coordenadas e conectadas – tudo o que uma cidade moderna pretende ser. Para se encaixar neste modelo, um bairro deve ter sete características essenciais. São elas:

 

1. Transporte coletivo de qualidade

O transporte coletivo está fortemente ligado ao desenvolvimento urbano. A viabilidade de sistemas de transporte depende de bairros densos e conectados, que permitam viagens mais convenientes entre pontos de origem e destino. O objetivo de oferecer um transporte de alta qualidade é incrementar o número de viagens de transporte público, mediante conexões adequadas e serviço cômodo, eficiente e acessível.

 

2. Mobilidade não motorizada

O transporte coletivo está fortemente ligado ao desenvolvimento urbano. A viabilidade de sistemas de transporte depende de bairros densos e conectados, que permitam viagens mais convenientes entre pontos de origem e destino. O objetivo de oferecer um transporte de alta qualidade é incrementar o número de viagens de transporte público, mediante conexões adequadas e serviço cômodo, eficiente e acessível.

 

3. Gestão do uso do automóvel

A racionalização do uso do automóvel e as políticas de estacionamentos têm importante papel para gerar ambientes urbanos seguros e agradáveis. A partir dos anos 80, o carro assumiu papel preponderante nas cidades brasileiras. Apesar das viagens por automóvel individual representarem 27,4% do total de viagens urbanas (ou 36% em cidades com mais de um milhão de habitantes), ganharam quatro vezes mais investimentos em infraestrutura do que para o transporte coletivo. É uma inversão que onera a maioria da população – que não utiliza o automóvel.

 

4. Uso misto e edifícios eficientes

Mistura de edifícios residenciais com comerciais, o uso misto do solo potencializa a atividade econômica e habitacional mediante a densificação e diversificação das funções do ambiente construído com um bom desenho urbano. É uma característica que favorece deslocamentos curtos, não motorizados. Da mesma forma, os edifícios inseridos na comunidade urbana podem minimizar o consumo de energia e água para sua construção e manutenção.

 

5. Centros de bairros e pisos térreos ativos

Qualificam a relação do espaço público com o ambiente construído, promovendo a interação social entre as pessoas. Uma comunidade urbana sustentável deve prover uma densidade e uma variedade de atividades não habitacionais que se complementem com a moradia e espaço público – ativado, por sua vez, por redes de mobilidade não motorizada e conexões com a rede de transporte coletivo.

 

6. Espaços públicos e recursos naturais

O motivo de criá-los é incrementar a vida pública e a interação social oferecendo ambientes acessíveis para pedestres e ciclistas. O espaço público é o lugar de encontro, de trocas e de circulação de uma comunidade. É definido como um local onde qualquer indivíduo tem o direito de entrar ou permanecer sem ser excluído, independente da sua condição pessoal, social ou econômica.

 

7. Participação e identidade comunitária

A participação comunitária é essencial à construção de um tecido social com identidade e integrado ao bairro, promovendo ambientes seguros e equitativos. Ao dar impulso à participação comunitária, busca-se a coesão dos diferentes grupos sociais que vivem no mesmo território, para que convivam de forma harmônica. A criação de uma identidade para a comunidade resulta numa maior participação de seus moradores em atividades cívicas, culturais e econômicas, gerando um sentimento de pertencimento que contribui para o cuidado e a vida pública do lugar que habitam.

 

Link: http://thecityfixbrasil.com/2015/06/03/nossa-cidade-os-7-principios-do-desenvolvimento-orientado-pelo-transporte-sustentavel/

 

 

dots